Suplicy, uma aula sobre café

Semana passada, fui convidada para conhecer os dois novos microlotes de cafés especiais, que o Suplicy lançou em sua unidade dos Jardins.

Além dos já tradicionais cafés que o Suplicy oferece: torra clara, torra média, torra escura e orgânico, eles sempre possuem os microlotes, que são cafés especiais, em pequenas quantidades, servidos até o estoque acabar, normalmente, 1,5 mês. Estes microlotes nunca se repetem.

Desta vez, fui convidada para experimentar as novidades do mês, o microlote da Fazenda Trapiá, um café com acidez cítrica e sabor destacado de laranja; e o microlote da Fazenda Lobo, um café com sabor de baunilha, frutado e macio ao paladar.

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Super presente que ganhei

Os dois são muito bons. Mas confesso não consegui sentir o gosto de laranja em um e muito menos o de baunilha no outro. Sou apaixonada por café, mas meu conhecimento e paladar não chega neste ponto de conseguir identificar algo assim. Consigo saber se o café é bom ou ruim. Pronto. E os dois que tomei são fantásticos. O meu favorito foi o da Fazenda Trapiá, pois é mais encorpado. O da Fazenda Lobo é bem suave.

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Experimentando os dois microlotes

Mas o mais legal deste convite, foi ter tido uma verdadeira aula sobre cafés com o Richard, barista responsável pelo Suplicy.

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Aprendendo sobre cafés

Bem verdade que no começo eu estava um pouco depressiva em saber a realidade dos cafés tradicionais que normalmente compramos nos mercados. Estes cafés tradicionais, chamados de Robustos, precisam ganhar no peso. Então, para isso, eles compram a sobra de tudo, ainda colocam água para aumentar o grão… Enfim… É visível a diferença entre um grão especial, chamados de Arábica, e o Robusto, o tradicional.

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Grão Arábica (especial) é bem menor que o Robusto (tradicional)

É normal quando conhecemos mais sobre um determinado produto/ingrediente, começamos a procurar por qualidade. E quanto mais nos acostumamos com essa qualidade, mais fica nítido a diferença entre os grãos. Mas ó, até o Richard mesmo falou que não adianta ficar chato e só tomar o café que XPTO. Tudo bem tomar Pilão nosso de cada dia. A questão é só conhecer mais sobre o produto e o que você está ingerindo. Afinal, informação é tudo.

Depois das explicações sobre os grãos e tudo mais, fomos para o preparo. Outra surpresa, preparei café errado a vida inteira!!! Vivendo e aprendendo, não é mesmo?

Estava sendo preparado o café coado. E neste caso, a dica do Richard é sempre “lavar” o filtro antes de colocar o pó. Despeje um pouco de água quente pelo filtro e deixe escorrer, isto vai tirar o gosto de papel. Ah! Tanto faz ser o filtro marrom ou branco, tem que fazer nos dois. E, claro, jogue essa água que fora.

O segundo passo é colocar o pó, mas só um pouco de água e deixar escorrer. Atenção, nesta fase você ainda não está fazendo o café, é só para o pó absorver um pouco da água. O pó estando úmido por igual, ajuda a água passar de uma forma bem uniforme. Espere de 30 segundos a 1 minuto e pode colocar o restante da água quente para passar o café.

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Café sendo coado

Quem ainda tem dúvida sobre a quantidade certa para fazer café, normalmente é 1 ou 2 colheres de sopa de café para cada 100ml de água.

Também conversamos sobre as formas de preparo do café que pode ser coado, prensa francesa, espresso, cafeteira italiana, aeropress, turco ou cold brew. Aliás, o Suplicy fornece um guia de preparo com todos os métodos para você não errar.

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Guia de preparo de café

Já conhecia todas essas formas de preparo, menos a Cold Brew. Como o próprio nome diz, é um café gelado. A máquina, que mais parece uma escultura, possui três compartimentos: no 1º coloca-se gelo e água; no 2º o pó de café; e o 3º é onde o café vai cair. A extração leva de 3 a 5 horas e o café é servido em um copo com gelo e uma rodela de limão ou laranja. Ainda não experimentei, mas assim que conhecer aviso vocês.

Também conheci dois novos produtos do Suplicy, os cafés em cápsulas e o café solúvel. Eu sou cliente antiga da cafeteria, desde o começo. Mas às vezes, acabamos nos acostumando tanto com o local, que nem vemos as novidades. Em casa eu não uso essas máquinas para cápsulas, prefiro o coador ou a french press. Mas para quem usa, pode ser uma boa opção.

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Cafés em cápsulas

O café solúvel eu experimentei hoje de manhã pela primeira vez. É bem gostoso, viu? O Richard me falou que eles acabaram desenvolvendo este produto por causa de uma parceria com a Tam. Como nos aviões só é possível fazer café solúvel, o Suplicy teve que desenvolver o produto para atender a companhia aérea. A diferença entre o café solúvel do Suplicy e de outras marcas, pelo menos as que eu conheço, é que o deles dissolve muito mais rápido e não fica grosso. Bom, uma solução bem prática e gostosa para nosso dia a dia.

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Café solúvel

Enfim, como disse eu sou cliente antiga do Suplicy. Considero um dos melhores cafés de São Paulo. Fora que é um lugar ótimo para marcar uma reunião, trabalhar ou mesmo ler um jornal, revista… enquanto toma um café.

Outra coisa que gosto muito deles, é que tudo é muito acessível. Ninguém te olha estranho porque você não conhece qual a torra que você quer ou a moagem que precisa. Todos são sempre muito solícitos e estão sempre dispostos a explicar tudo sobre café para você.

Ah! E se você ficou curioso sobre esses microlotes que eu experimentei. Vai ter que correr, pois eles possuem apenas 5 sacas de cada. Fica a dica pessoal 😉

 

Suplicy Cafés

Alameda Lorena, 1430 – Jardins – São Paulo, SP – (11) 3061-0195 – Mapa

1 Comment

  • Danielle disse:

    Concerteza os cafés são todos especiais… Meus preferidos é o torra média, corpo equilibrado e o espetacular microlitros, esse com notas de ameixa, cacau e Melado de cana está sensacional…
    Café é vida…

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