Malta

Minha ida a Malta começou com uma ligação do namorado assim:

– Joana, você precisa de visto para Malta?

– Hummmm não sei. Malta pertence a qual país?

– Joana, Malta é um país.

Desconsiderem a burrice geografia, mas foi assim mesmo. Mas aí vai a dica para ninguém mais cometer uma gafe dessa. Malta é um dos menores países da Europa, localizado no Mar Mediterrâneo, ao sul da Itália, bem perto da Sicília. Sua capital é Valeta, o idioma falado é o maltês e o inglês, e sua moeda é o Euro.

Lição de casa feita, fomos para Malta em outubro de 2014 visitar os pais do namorado. Sim, o post está atrasado, eu sei. Sorry, guys!

Comecei a pesquisar sobre o lugar e o que queria visitar. Mas, não encontrei muitas informações pela internet e pelas minhas pesquisas, via que cada lugar interessante ficava em uma cidade diferente.

Você só entende como Malta é realmente pequeno, quando chega lá. Para vocês terem uma ideia, é possível dirigir pelo país inteiro em apenas algumas horas. A sensação que eu tinha, era que Malta era uma cidade e que as cidades, eram os bairros. Ainda mais para quem está acostumado com São Paulo. De qualquer forma, é um lugar muito interessante. E vale a pena considerar uma visita por ali.

Outro fator que atrai muitos europeus a Malta, é o clima sempre agradável. Podemos considerar Malta a Flórida européia. Mesmo em outubro, época que visitei, o tempo estava ótimo.

Numa primeira vista, Malta parece caótica. Com suas construções que misturam um estilo árabe e italiano, com o trânsito consideravelmente cheio e ruas lotadas. Mas possui algumas cidades e locais mágicos. Lindos mesmo. Como a vista de Valeta no final do dia.

 

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Ficamos por lá uma semana, então deu para conhecer bastante coisa e com calma. Uma das minhas cidades favoritas, sem dúvida alguma, foi Mdina. Parece um cenário de filme. Suas ruelas levam a uma surpresa diferente a cada esquina.

 

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Outra cidade muito charmosa, é Birgu. Apesar de não parecer um “cenário” como Mdina, ela tem o seu charme. A dica é passear por suas vielas sem pressa.

 

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Valeta, a capital, hoje é tombada pela Unesco, que está recuperando suas construções. Com 320 monumentos distribuídos em 55 hectares, Valeta é a cidade com a maior densidade histórica do mundo. Deixe para almoçar no restaurante Angelica e não deixe de pedir o coelho, prato típico do país. Como o restaurante é bem pequeno, vale a pena fazer uma reserva.

Tarxien é a cidade que abriga os templos arqueológicos que foram construídos entre 3.600 e 2.500 AC. Foi descoberto em 1913 por fazendeiros locais. Aliás, em Malta você encontra as construções dos templos mais antigos do mundo. Para mais informações, clique aqui.

 

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Mas não tem como falar de Malta sem falar da Blue Lagoon. Todo lugar que você pesquisa informações sobre o país, praticamente só aparece a Blue Lagoon. E quando você conhece, entende o porque. Bom, a Blue Lagoon, como o próprio nome diz, é uma lagoa azul no meio do Mediterrâneo, perto de Comino, pequena ilha que faz parte de Malta.

 

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Para chegar a Blue Lagoon, é preciso ir até Comino e de lá escolher algum dos barcos que levam a este paraíso. Normalmente, eles possuem duas opções. A primeira, é Blue Lagoon + Gozo (outra ilha que faz parte de Malta). E a segunda, é apenas Blue Lagoon. Optamos pela segunda opção e não nos arrependemos.

Seguinte, se tivéssemos optado pela primeira, iríamos passar apenas 1,5h em Comino, na Blue Lagoon, e depois seguiríamos para Gozo. Como queríamos aproveitar bem, escolhemos ficar 4 horas em Comino. Dessa forma, conseguimos andar pela ilha e passar bastante tempo nadando na Blue Lagoon.

O Mar do Mediterrâneo ali em Malta é bem escuro, então você vai navegando com o barco e de repente, no meio do nada, existe uma parte completamente rasa e MUITO, mas MUITO azul. É lindo!

Reserve um tempo para conhecer a St. Mary’s Tower, que abriga um museu sobre Malta e tem uma vista incrível no topo. A torre também já serviu de cenário para vários filmes como o Conde de Monte Cristo e Tróia.

 

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Reservamos nosso passeio a Blue Lagoon com o pessoal da Hornblower Cruises e ficamos bem satisfeitos.

Apesar de nunca ter passado pela minha cabeça visitar Malta, eu adorei ter conhecido. E super recomendo a viagem. Fica a dica pessoal 😉

Uma curiosidade sobre o país, Malta  possui mais de 365 igrejas. Ou seja, você consegue visitar uma igreja diferente todos os dias do ano.

 

Dicas extras

– Brasileiros não precisam de visto de turismo para visitar o país.

– O site de turismo de Malta, recomenda levar 500 euros em espécie para entrar no país. Mas ninguém me pediu nada. Só perguntaram quanto tempo eu ficaria e pronto.

– O prato tradicional do país é o coelho. Não deixe de experimentar.

– Na cidade de Sliema, é possível nadar em vários pontos do Mediterrâneo. A água é ótima.

– Vale a pena fazer o passeio de barco pela baía. Você consegue ter uma ideia de toda a ilha.

– O serviço em Malta é demorado. Mas muito demorado mesmo. Não se irrite.

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