No post de hoje não vou falar sobre o lugar, mas sim o que me fez ir até esse lugar. É praticamente uma declaração de amor.
Apesar de ter crescido em Presidente Prudente, o que significa ter agüentado rodeios, bailes, cowboys e, principalmente, sertanejo, eu DETESTO sertanejo. Sim, é verdade. Por isso mesmo não sei como sobrevivi a essa fase da minha vida heehheh.
Enfim, mas, porém, entretanto, todavia, nós continuamos fazendo algumas coisas em nome da amizade. Às vezes, isso significa passar uma semana em Paraíso do Tocantins, né Juliana? Outras significa comemorar o aniversário da amiga numa balada sertaneja.
Tudo começou quando a Cacá, amiga de infância, me chamou no facebook com a seguinte pergunta “Joca, você vai estar aqui no meu aniversário?”. Parênteses, Joca é como meus amigos de infância me chamam. Voltando, respondi que estaria em SP no aniversário dela sim. Eis que veio a continuação da conversa “Que ótimo!!! Vou comemorar no Villa Country!!!! Quero que você vá.”. Neste momento, você respira fundo, lembra que ela é super sua amiga e simplesmente responde “Claro”.
Chega o tão temido dia. Você reza para que aquilo seja uma brincadeira de mal gosto de sua amiga, mas ela te manda uma mensagem no whatsapp confirmando a balada da noite. Ou seja, não resta saída, eu preciso encarar uma balada sertaneja.
Antes, iríamos para casa dela, jantar e fazer um esquenta. Quando cheguei na casa da Cacá ela me falou que a balada é Villa Mix e não Villa Country, como ela tinha me informado. De qualquer forma, é uma balada sertaneja, o que não muda muito as coisas. Depois de comermos uma torta deliciosa, fomos todos para o Villa Mix.
Assim, que chegamos, percebi que era uma estranha no ninho. Não estava com saia super curta e justa. Muito pelo contrario, estava com frio, portanto de calça. Só o fato de estar usando calça, já me fazia um ET naquele ambiente.
Encaramos a fila, mulheres para direita e homens para esquerda. Quando estávamos para entrar, veio nossa surpresa, precisávamos de documento. E, acreditem, a única pessoa que estava sem documento algum era a aniversariante, Cacá.
Acho que vale falar que ali todos nós já passamos dos 30, alguns com bebês, a aniversariante, inclusive. O que significa que ir para a balada já não faz tanto parte da nossa rotina. Gente, vocês sabem o que é para uma pessoa que tem um bebê de pouco mais de 6 meses sair de casa? Isso significa, arrumar uma babá para ficar como bebê, se preparar psicologicamente, combinar com todos amigos que tem filhos para também armarem um esquema, dar a última mamada e sair de casa. Não tenho filhos, mas percebi que é um momento tenso.
Então, que tal, depois de tudo isso, você ser barrada na porta da balada porque está sem documento? Phoda, né?
Tentamos de tudo. Até pegar a carteira de motorista da amiga para fingir que era dela, mas não teve jeito. Tivemos que ir para casa pegar o RG da Cacá. Neste momento, ela já estava aos prantos, literalmente. Mas não teve jeito. Voltamos eu, Cacá e Odilo, marido dela, para casa para pegar o documento e arrumar a maquiagem borrada.
Até que não demoramos muito não. Pegamos um taxista que entendeu que a situação era tensa e que ele teria que correr hehehehe.
Voltamos para o Villa Mix, desta vez não ficamos na fila. Encontramos o resto do pessoal que já tinha entrado. E como quem está na chuva é para se molhar, vamos pegar uma bebida e cair no sertanejo, não é mesmo?
Todos estavam super animados cantando TODAS as músicas, eu simplesmente não conhecia NENHUMA. Tanto que quando começou a tocar “…tche tche tchere… Gustavo Lima e você” quase caiu uma lágrima do meu olho, porque é impossível não conhecer essa música, né?
Mas gente, se deus existe, ele me ama. Tudo melhorou quando subiu ao palco uma imitação de Luan Santana (Sim, conheço. É impossível não saber quem é esse menino) e começou a tocar clássicos como É o amor, Evidências e Pensa em mim. Aí não tem jeito, é como andar de bicicleta, você nunca esquece. Nesse momento, minhas raízes prudentinas aparecem e você começa a cantar loucamente essas músicas. E, pior, se diverte muito!
Como disse, tem certos lugares que o lugar em si é o que menos importa, o que vale é a companhia. Por isso mesmo, Cacá, se no próximo ano você quiser comemorar seu aniversário numa balada sertaneja, de novo, num sambão, num baile funk, enfim, não importa, eu estarei lá. Te amo, querida! E adorei seu aniversário.
Para quem ainda está se pergunta sobre a casa, se você gosta de um sertanejo, acho que vale a pena. Mas pelo amor de Deus LEVE O RG!!!!
E só uma última observação, claro que a primeira foto que ilustra o post é minha e da Cacá, né?
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