
Ontem, fui conhecer o tão falado cochilódromo na rua Augusta, o Cochilo. Confesso que vi várias matérias sobre o assunto, mas não li exatamente as coisas. Como achei o assunto bem interessante resolvi conhecer.
Fui depois do almoço, horário básico para aquela soneca, né? Mas, porém, entretanto, todavia, preciso falar que não costumo dormir depois do almoço, nem a tarde, juro que tento, mas não rola. Como era de se esperar, também não consegui cochilar na visita de ontem, mas relaxei bem. Entrei num outro estado.
Bom, mas vamos ao local, Cochilo. Como o próprio nome diz, é um lugar para cochilar. Ele fica na rua Augusta dentro de um mini shopping. A loja possui 4 cabines individuais que contam com uma cama exclusiva, os pés ficam um pouco para cima. Muito confortável, por sinal. As cabines também contam com fones de ouvido que abafam qualquer barulho externo e tocam músicas relaxantes. A luz azul, dentro da cabine, também é especial. A luz azul ajuda a relaxar e tem um botão para você regular a intensidade que prefere. Claro, que também tem uma mantinha para ajudar no sono. Ah! As cabines ainda contam com um interfone, caso queira prolongar o tempo por ali.
É bom deixar claro que as cabines são muito limpas. O lençol que cobre a cama e a fronha são descartáveis. E, após o uso, as cabines são totalmente higienizadas. Elas também possuem um sistema de circulação do ar, assim não ficamos respirando aquele ar “viciado”. Outra preocupação deles, é que a pessoa não vai perder o horário jamais. Quando acaba o tempo, a cama vibra, a luz acende e eles vão chamar. Por isso, não se preocupem, você não ficará esquecido.
Gostei bastante da visita e da idéia. Conversei muito tempo com Alícia, a dona, muito simpática que teve a maior paciência de me explicar tudo. Uma coisa que conversamos bastante, é que as cabines não precisam ser necessariamente usadas para cochilar. Por exemplo, ela já recebeu um estudante que precisava estudar para uma prova que teria a noite. Impossível estudar num café barulhento, não é mesmo? Então, ele foi para uma cabine totalmente quieta e estudou para prova. Outra função, algumas pessoas tem usado as cabines para trabalhar. Aliás, na loja da Cochilo, tem free wi-fi para os clientes, então, a pessoa precisa fazer uma apresentação e não consegue se concentrar, vai pra lá.
Achei isso fantástico, pois hoje, como passamos a maior parte do tempo fora de casa, nunca estamos sozinhos. Até brincamos que nem chorar sozinhos conseguimos mais. E é verdade, gente. Prestem atenção, estamos o tempo inteiro na rua, cercado de 263572653672 pessoas (a maioria a gente não tem a menor idéia de quem seja) e as vezes a única coisa que queremos é ficarmos sozinhos. Não é mesmo? Portanto, além das cabines da Cochilo serem um ótimo lugar para cochilar, elas também podem ser ótimas opções para trabalhar, pensar, ficar quieto, etc etc etc
E por último, mas não menos interessante, a Alícia me contou como surgiu essa idéia da Cochilo. Foi assim, o marido (e também sócio) dela, Marcelo, tinha uma reunião num lugar super longe, marcada para às 11h da manhã. Quando chegou no horário marcado, avisaram que a reunião tinha sido transferida para às 14:30h. Quem nunca passou por isso? O que ele fez? Fez o que a gente faz, sentou num café e esperou. E, claro, ligou para a mulher reclamando do ocorrido. Foi deste fato que idealizaram a Cochilo. Acho ótimo quando as pessoas realmente sabem tirar proveito das situações.
Enfim, como puderem perceber eu adorei a idéia, o local e a Alícia. Super vale a pena conhecer. Fica a dica pessoal
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Cochilo
Rua Augusta, 1600 – Consolação – São Paulo, SP – (11) 3796-8444 – Mapa